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Padrão de Projeto Singleton

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Avançado

Com o advento das arquiteturas orientadas a eventos e microsserviços, há uma tendência crescente em evitar padrões globais como o Singleton por causa dos desafios associados à escalabilidade e distribuição do estado global entre múltiplos nós ou serviços. No entanto, em sistemas monolíticos ou contextos específicos onde controle absoluto sobre recursos compartilhados é necessário, o Singleton ainda mantém seu lugar como uma solução válida.

Futuro e Tendências

Com o advento das arquiteturas orientadas a eventos e microsserviços, há uma tendência crescente em evitar padrões globais como o Singleton por causa dos desafios associados à escalabilidade e distribuição do estado global entre múltiplos nós ou serviços. No entanto, em sistemas monolíticos ou contextos específicos onde controle absoluto sobre recursos compartilhados é necessário, o Singleton ainda mantém seu lugar como uma solução válida.

Casos de Uso

Os casos de uso mais comuns para o padrão Singleton incluem: 1) Gerenciadores Globais: como gerenciadores de configuração ou sessões; 2) Loggers: para centralizar as operações de logging; 3) Drivers e Bibliotecas: onde se precisa garantir que apenas uma instância do driver esteja ativa; 4) Registros Únicos: como caches ou contadores globais. Em cada um desses cenários, o Singleton oferece uma maneira eficaz e organizada para gerenciar recursos compartilhados ou serviços globais dentro da aplicação.

Comparações

Comparado a outros padrões creational patterns como Factory Method ou Abstract Factory, o Singleton se destaca pela simplicidade e pelo controle absoluto sobre a instanciação da classe-alvo. No entanto, ele também tem suas desvantagens: pode dificultar os testes automatizados por causa da dependência global; viola os princípios SOLID como o Princípio da Inversão de Dependências (DIP); e pode introduzir pontos únicos de falha no sistema. Alternativas ao Singleton incluem Dependency Injection (DI), que promove uma maior flexibilidade e facilidade para testes.

Fundamentos

O padrão Singleton é um design pattern do tipo creational pattern, focado na criação de objetos. Sua principal característica é restringir a instanciação de uma classe a um único objeto. Este controle é geralmente implementado através de um método estático que retorna a única instância da classe. Existem duas variantes principais do Singleton: Singleton Eager Initialization, onde a instância é criada no momento da carga do programa, e Singleton Lazy Initialization, onde a instância só é criada na primeira solicitação. O padrão também pode ser dividido em duas categorias: thread-safe e não thread-safe. A escolha entre essas variantes depende das necessidades específicas do sistema em questão.

Introdução

O padrão de projeto Singleton é um dos padrões de projeto GoF (Gang of Four) mais conhecidos e amplamente utilizados no desenvolvimento de software. Ele garante que uma classe tenha apenas uma instância e fornece um ponto global de acesso a essa instância. Este artigo explora em profundidade o conceito, suas implementações práticas, casos de uso, comparações com outros padrões e boas práticas para seu uso efetivo. O Singleton é particularmente útil em situações onde controlar a instância global é crítico, como em gerenciadores de configuração, loggers e drivers de dispositivos. Apesar de sua popularidade, o Singleton não está isento de controvérsias e críticas, especialmente no que tange à sua impacto na testabilidade e flexibilidade do código.

Boas Práticas

Para utilizar corretamente o padrão Singleton, siga estas boas práticas: 1) Mantenha-o simples - evite adicionar funcionalidades complexas à classe singleton; 2) Use lazy initialization quando necessário para otimizar recursos; 3) Garanta thread-safety se estiver trabalhando em ambientes multithreaded; 4) Exponha apenas um ponto global para acessar a instância singleton; 5) Considere alternativas como DI quando possível para aumentar a flexibilidade do código.

Implementação

A implementação do padrão Singleton pode variar conforme a linguagem de programação utilizada. Em JavaScript, por exemplo, podemos criar um Singleton utilizando um objeto que serve como ponto central para todas as operações relacionadas àquela instância única. Já em Python, o uso de uma variável privada dentro da classe permite controlar a instanciação da classe. É importante garantir que o acesso à única instância seja feito através de um método estático para evitar múltiplas instâncias indesejadas. Além disso, ao lidar com ambientes multithreaded, deve-se implementar mecanismos para garantir que apenas uma instância seja criada mesmo sob alta concorrência.

Exemplos de código em padrao de projeto singleton

JavaScript
// Exemplo JavaScript
const Logger = {
  instance: null,

  getInstance() {
    if (!this.instance) {
      this.instance = new LoggerImpl();
    }
    return this.instance;
  }
};
class LoggerImpl {
  log(message) {
    console.log(message);
  }
}
Singleton com inicialização preguiçosa (lazy initialization).
Python
# Exemplo Python
class Singleton:
	_instance = None

	@staticmethod
	def get_instance():
		if Singleton._instance is None:
			Singleton._instance = Singleton()
		return Singleton._instance
`_instance` armazena a única instância do singleton.

❓ Perguntas Frequentes

"Quando usar o padrão singleton?"

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